O tal do corona…

Agora, no meio da crise do coronavírus. Eu quero que todos estejam protegidos, principalmente aqueles que são da zona de risco, e que tenham suas necessidades básicas atendidas. Porém, eu não aguento mais ouvir falar sobre isso. Esse tem sido o único assunto que as pessoas têm falado nos últimos dias, e, sinceramente, já cansei.

Cansei porque elas só falam de medo, criticam. Conversations have been summed up to this one topic, and all people do is stay on their phones angry-texting in whatsapp groups, and spreading their fears around. Students, they think they know more than the government and than those who are specialized in dealing with crisis like these. Todo mundo fechou as fronteiras, vamos fechar também. They all have closed the Universities, we must close too! Stupid government, taking some time to think about what to do instead of simply shutting down the Uni. O efeito manada.

O tal do efeito manada. Bendito não seja esse efeito. Me dói ver o quanto as pessoas não pensam sobre nada, e só agem de forma reativa. Elas só reagem. Instintivamente, não intuitivamente. Nada nunca tá bom o suficiente. E o egoísmo? “Vamos comprar todos os pacotes de papel-higiênico do supermercado e nos salvar do apocalipse”.

Elas não veem o quão bom está sendo o universo. Não me entenda mal, eu sinto por todos que de alguma forma sofreram com isso, e lamento por todas as coisas de ruim. Mas, aos que restaram, olhe ao redor. O universo está nos proporcionando uns “15” dias de descanso. Pra ficar em casa, descansando, pensando. Esse é o momento perfeito pra refletir. Pense comigo:

Se eu perder tudo que tenho lá de fora (rotina, espaço físico de trabalho, passeios, viagens…), eu ainda sou feliz? Olhe para as finanças, se eu ficar um tempinho sem receber um dinheiro, sou seguro financeiramente? Se eu tiver que ficar sozinho, vou me divertir? Quem eu sou? Quem estou sendo? Eu amo a vida que estou criando? Estou agora aonde eu quero estar agora? Estou perto/longe da minha família e de quem importa pra mim? O que posso fazer pra me sentir mais perto? Se eu só tiver eu mesmo pra cuidar de mim, consigo? Dou conta? Eu gosto da minha rotina? Os eventos que eu tinha planejado para as próximas semanas, eles são legais? Estou aliviada/triste com o cancelamento desses eventos? Eles eram necessários? O que eu gosto de fazer no meu tempo livre? O que eu vou fazer no meu tempo livre agora? Se só tiver eu & eu sobrando, é suficiente pra mim? Quem eu quero me tornar?

Eu sou saudável? Esse é o momento de cada um fazer a sua parte, a resposta está dentro de nós. O vírus é invisível, ainda não tem vacina (e sobre ela, fica a reflexão pra depois). Porque nós somos a cura. A cura tá dentro de cada um de nós. Eu sou saudável? Percebo os alimentos que eu como? Como está minha imunidade? Como aumentá-la? Como aumentar minha auto-confiança? Já diziam eles, auto-confiança é tudo.

Para de botar a culpa lá fora, nos outros, de se justificar dizendo que “eu não tenho medo de pegar o vírus, só me preocupo com os mais idosos”. Aham, tá. Então por que não tá falando da perspectiva de quem realmente se preocupa com os mais velhos? Porque se for isso mesmo, então vamos pensar em como protegê-los de verdade, fornecer comida e cuidados médicos especiais. Eles que importam nesse momento, em relação ao corona. Você importa o tempo todo, fica tranquilo.

Obrigada universo por nos proporcionar esse momento de movimento. Tem muuita energia disponível por aí, e que nós saibamos como usá-la da melhor forma possível. À nosso favor. Que percebamos o quão interconectado é o mundo, o quão cada um depende de cada um. Refugiados, entrem, fiquem à vontade. Deixa eu cuidar de ti até sua casa ser reformada. Somos todos um só.

Do pó viemos e ao pó retornamos. Somos todos um. Somos todos um só.

E deixa a luz do sol entrar!

Abra a janela, e deixa aquela luz natural iluminar o ambiente.

Se acomode, sente-se, levante-se. Respire. Leia devagar. Não espere encontrar razão por aqui.

Esse é um espaço da mais alta expressão de uma alma, em que o objetivo é gerar reflexão e, principalmente, olhar pra dentro. Gerar desconforto. Palavras soltas. É dar sentido pro sem sentido, através das energias transmitidas em cada post.

Fique à vontade para descordar, criticar. Esse é o objetivo: trazer uma nova perspectiva. Perspectiva. Olhar diferente. Feel the journey. Feel it.

Porém, eu tenho um pedido a fazer. Sempre que gerar desconforto, em qualquer palavra, sinta-o. E reflita sobre ele. Pense. Por que isso me incomoda? No que eu discordo? Por que eu não enxergo dessa maneira? O que me faz ser quem eu sou?

O que me faz ser quem eu sou? Eu sou mesmo o que eu represento? Quem eu quero ser?

Bebete, ‘vambora’!

O segrego tá na jornada.

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