ABRE A JANELA

Escrever… ato ou efeito de manifestar uma inquietude construtiva, um grande desconforto ou um verdadeiro e longo sorriso torto.

Porque existir é viver uma vida bem sentida.

por Diana T. Sposito

Sororidade

Não fazia a mínima ideia do que esperar

Apenas senti que deveria tentar.

Um jantar. Entre seis mulheres desconhecidas. Unidas pelo desejo de conversar e pela curiosidade em pensar quem seriam as outras cinco que também tão afim de se jogar?

Não sei como eu vim parar nessa vista de frente pro mar, só sei que ainda bem que eu tentei porque jamais iria conhecer tão bem a ilha que eu me naturalizei.

Jamais iria conhecer tão bem mulheres que aqui habitam ou daqui se inspiram a criar vidas tão diferentes mas ao mesmo tempo tão congruentes com o futuro em que se imaginam.

Viver do que se nutre, do prazer que se sente no lazer de receber o dom que o universo decidiu nos conceber

Comer, escrever, cozinhar, fotografar, amar e com certeza viajar

Lazeres em comum mas vividos de uma forma tão única para cada um.

Que delícia é poder compartilhar a beleza de sentar na mesa sem se sentir na defesa de não poder se mostrar

tanto, a fim de não perder o ilusório encanto que o mistério da perfeição faz a gente acreditar que todo mundo já encontrou seu verdadeiro espírito santo.

A verdade é que não importa porque não há nada melhor que ouvir desconhecidos falarem de seus sonhos com tanto brilho nos olhos como se fosse a primeira vez.

Ainda mais quando a alma é alimentada com o mais especial menu japonês.

Numa mistura de Japão com praia da Solidão, a comida servida foi uma infusão da mais verdadeira expressão do poder de criação

Gratidão à cozinheira que se entregou de coração e topou enfrentar tamanha missão.

Gratidão à arte do encontro, à magia da ilha e até mesmo à tecnologia, porque hoje em dia só ela pra nos conectar com a sintonia de encontrar um patrocinado do & The Table e não nos deixar ficar incommunicable

Gratidão às mulheres que toparam o desafio de bater papo por horas a fio com o único e singular propósito de acalmar a correnteza do seu rio

E que se sujeitaram à possibilidade da experiência de encarar o assunto mais mal interpretado pela sociedade:

A sua ausência.

Foi lindo, foi foda, foi uma mão na roda pra eu mais uma vez exercitar a arte de me soltar.

Espero que um dia todos tenham uma história assim pra contar.

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Foto: Morro da Lagoa da Conceição, Brasil

Cozinha por @sakai.cooks

Experiência promovida por @and.the.table

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