Alma livre, leve e solta, feliz e curtindo a vida. Sem apegos, sem amarras. Evoluindo de uma aventura para a outra. Eu que decido a direção do meu barco, mas deixo o vento me guiar e adaptar a minha rota. Até o destino final.
Resiliência. Wanderlust? Não existe destino final, a gente nunca vai chegar “lá”. Toda vez que eu chego em algum lugar, descubro um lugar novo que eu quero chegar. Como eu disse, não tenho tempo pra viver a mesma vida durante uma vida toda.
Sem tempo, irmão!
É aquela coisa: o tempo perguntou pro tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo, que não tem tempo pra dizer pro tempo, que o tempo que o tempo tem, é o tempo que o tempo não tem.
Se nem o próprio tempo tem tempo, como que EU vou ter tempo?
O único tempo que eu sei que eu tenho é aquele entre uma respiração e outra, o qual, dependendo da intensidade, é justamente o tempo do vazio. Da passagem de um ciclo para o outro, da ausência de matéria e da presença de ar.
Justamente o tempo necessário pra respirar.
O vazio é louco porque ele claramente indica o fim & início de um ciclo. O vazio é louco pois ele é tão leve e sutil que chega a doer, principalmente para quem não está consciente.
Dói pra todo mundo, né, mudanças de plano radicais, mas ainda mais para quem tá dormindo no ponto. Quero nem ver o susto que vai tomar quando acordar.
Porque estar consciente durante o vazio, só respirando, não-tem-preço. É um momento de pura gratidão. Gratidão pelo que passou, pelo que está passando, e pelo que ainda irá passar…. Pas-sar .
Já dizia Nx Zero: na vida tudo passa, não importa o que tu faça.
Mudanças de plano inesperadas nada mais são do que ajustes de rota, que vão se adaptando de acordo com o que o vento mandar. Talvez aquele sempre fosse o caminho, mas se hoje o vento acordou mais forte, vai ter que adaptar mais cedo do que o planejado.
Se for o vento sul então, meu amigo, corre virar o leme pro outro lado. Ele ainda vai te levar na mesma direção, mas o trajeto já é outro.
É o tal do vento suli, mô kiridu, esse fax côza.
E que bom. Que bom que ele faz coisa. Que bom que ele dá esse empurrãozinho. Vem limpando tudo que tem que ser limpo, e trazendo novos ares, novos olhares, novas aventuras!
De mochila nas costas, vou andando pela vida.
Eu que decido a direção do meu barco, e eu me adapto conforme o vento. Durante o trajeto, vou parando para apreciar a paisagem, explorar ilhas desertas, sentir novos sabores. Refletir, me sentir, me recarregar.
E me preparar para ajustar a rota!
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Foto: Utrecht – The Netherlands

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